terça-feira, 19 de maio de 2009

As quatro câmaras do coração

Este ano redescobri o prazer de mergulhar em busca de mim mesma, e tenho participado de alguns "workshops" deliciosos, que reunem pessoas com esse mesmo propósito. Divertimo-nos muito juntos, pintando, dançando, meditando, compartilhando dores e esperanças.

Em um desses workshops, lemos um texto que eu queria compartilhar com vocês, meninas de lindos corações :)


As Quatro Câmaras do Coração
Muitas culturas nativas acreditam que o coração é a ponte que liga o Pai Céu à Mãe Terra. Para essas tradições, o coração de quatro câmaras, fonte de sustentação de nossa saúde emocional e espiritual é definido como cheio, aberto, puro e forte. Essas tradições sentem que é importante conferir diariamente as condições desse coração de quatro câmaras perguntando: "Estou com meu coração cheio, aberto, límpido e forte?".
Quando nosso coração não está cheio, nós nos aproximamos das pessoas e das situações só com metade dele. O sentimento que experimentamos, como se devêssemos fazer algo que não queremos, é o terreno em que germina o coração pela metade. Sentir o coração só pela metade é sinal de que estamos em má posição e que é hora de sair dessa situação.
Quando nosso coração não está aberto, transformamo-nos em pessoas de coração fechado. Ficar na defensiva, buscar abrigo em nossa própria resistência, proteger-nos contra a possibilidade de sermos feridos são seus sinais. A resposta é abrandar e reabrir o coração.
Quando nosso coração não está límpido, ficamos confusos e carregamos a dúvida dentro dele. É onde devemos parar para esperar. Os estados de ambivalência e indiferença são os precursores da confusão e da dúvida. A passagem por qualquer um desses estados é um lembrete para aguardarmos a clareza, em vez de ação.
Quando nosso coração não está forte, falta-nos coragem de ser autênticos ou dizer o que é verdade para nós. Força de coração é ter coragem de ser tudo o que somos em nossas vidas. A palavra "coragem" vem do termo francês coeur, que quer dizer coração e, etimologicamente, significa "a capacidade de defender nosso coração ou nossa essência". Quando exibimos coragem, demonstramos o poder recuperador de prestar atenção àquilo que tem coração e significado para nós.
(do livro O Caminho Quádruplo, de Angeles Arrien)

Poucos e Bons Amigos


Sempre fui uma pessoa fechada, de falar pouco, falar baixo. Nunca me senti muito à vontade em grupos. Sempre fui mais do time de poucos e bons amigos.

Esse ano, diferente dos últimos anos, resolvi não organizar nenhuma comemoração de aniversário. No dia, preferi trabalhar em casa e não convidei os colegas de trabalho para aquele tradicional almoço coletivo. Almocei com a minha mãe, meu irmão, o Junior e a Cris. A Solange preparou uma torta de camarão maravilhosa e abrimos um vinho para brindar. Minha mãe trouxe uns docinhos de uva deliciosos. A Cris trouxe flores. Me senti muito bem com pessoas tão próximas e queridas. Depois do almoço, eu e Cris tivemos uma ótima tarde de trabalho. Nem percebemos o tempo passar.

Durante o dia, falei com amigos de quem gosto muito. Alguns, tenho uma convivência quase diária, no trabalho ou na vida pessoal. Assim mesmo, são aqueles que sempre tem palavras que me tocam, me fazem querer continuar junto deles. Alguns outros são amigos de longa data que não vejo com tanta frequência, mas com quem tenho uma cumplicidade que o tempo só faz aumentar.

À noite, o Vinícius tinha um monte de dever de casa e prova no dia seguinte. Combinamos de sair juntos, eu, Vinícius e Junior, na noite seguinte. Foi um jantar acolhedor, divertido, alegre. Fomos ao Kotobuki e o Vinícius até se arriscou a experimentar algumas coisas. Claro que, antes de sair de casa, providenciei um bom prato de massa para garantir seu humor durante a noite ;-) Como é bom perceber que o filho está crescendo e se tornando um amigo. O Junior, que está comigo há tantos anos, me deu um cartão desconcertante de tão lindo, que me fez chorar muito. Sei que não é muito difícil me fazer chorar, mas ele sempre me surpreende!

Não sei como será o ano seguinte, mas gostei desse aniversário. Não teve aquela preocupação costumeira de como comemorar, a onde e com quem. Aproveitei todos os abraços que recebi, as palavras que ouvi, os sorrisos e as lágrimas...
Acho que esse aniversário foi especial por ter me feito lembrar de como eu realmente sou. :-)