
Já que não temos conseguido nos encontrar pessoalmente, resolvi escrever mais uma vez (eu sou mesmo insistente ;-) )
Queria compartilhar com vocês sobre um livro que estou prestes a abandonar e outro que devorei. Já faz alguns meses, estou lendo um best-seller que a vendedora de uma livraria insistiu que eu ia amar. Ela disse "todas as mulheres amam!!!". Apesar das minhas últimas experiências com livros best seller não terem sido muito animadoras, acabei comprando o livro "Comer, rezar e amar", da Elizabeth Gilbert. Não sei se alguma de vocês já leu esse livro, mas passado quase 5 meses de uma leitura sofrida, estou prestes a desistir dele.
Mais ou menos na mesma época que comecei a ler esse livro, ganhei de presente da Taci um outro livro que coloquei na minha cabeceira, esperando começar quando terminasse o primeiro. O livro que ganhei chama-se "Filha, mãe, avó e puta", da Gabriela Leite. No domingo passado, resolvi dar um tempo no primeiro depois de uma folheada no que faltava ler e peguei para ler esse outro. E que boa troca eu fiz! :-)
Os dois livros são relatos auto-biográficos de duas mulheres, cada uma com experiências de vida completamente diferentes. A primeira, americana, conta como superou uma fase de depressão e recém-separação embarcando em uma viagem por três países e três objetivos diferentes em cada um deles. A segunda, paulista e depois carioca por opção, conta sua vida e suas escolhas pessoais e profissionais. E, nesse caso, a Gabriela ao contrário da Elizabeth, tem uma história de escolhas muito mais corajosas, já que passou grande parte de sua vida sendo prostituta e, depois, passando a atuar em pró dos direitos, do fim do preconceito e da melhoria das condições de vida de outras como ela.
Mas o que mais me tocou na história dessa mulher foi o resgate de sua história familiar, a relação com seu pai e sua mãe e, depois com suas filhas. E, na sua coragem em assumir publicamente não a sua escolha profissional, porque isso já fica claro desde o início, mas suas opções pessoais e sua visão crítica de si mesmo. Recomendo :-)
2 comentários:
Julia,
Eu também acabei de ler e estava doida para comentar com você. Fiquei bastante impressionada com a história dela, com a coragem. Também gostei muito por ela sempre optar pela vida, pelos prazeres.
Outra autobiografia que adorei foi a de Danuza Leão. Já faz um tempo que eu li. Acho que o que me atraiu foi por ela também se entregar sempre a vida, a viver.
Às vezes gostaria de ter um pouco mais da coragem destas mulheres, de ser menos séria, de curtir mais, de chutar o balde mais vezes, mais, mais, mais.
Agora estou lendo a autobiografia de Samuel Wainer. Cheguei nele através da Danuza. Ele foi um dos maiores jornalistas e repórteres do Brasil. Diferente dos outros livros, neste o que tem me chamado a atenção é a paixão deste homem pelo trabalho. Tem me balançado bastante porque não tenho feito o que realmente gosto e me deixou com sede de mudanças.
Meninas, que alivio!
Ganhei o tal "Comer,rezar e amar", ano passado, li até o fim, e me arrependo de não ter desistido, como a Julia :)
Bobo, fantasioso, superficial, cheio de clichês.
O pior é que várias mulheres me perguntam se li, se não achei o máximo, e eu fico na maior saia justa, saindo de escanteio para não dizer o que achei depois de ouvir tantos elogios.
Vou seguir a dica das minhas queridas amigas e comprar correndo o livro da Gabriela!
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