Nesses últimos dias, tenho sentido uma sensação de vazio. Aliás, de muitos vazios.
Ainda sem saber muito bem o que fazer com ele e motivada pelo post passado, resolvi escrever.
Um desses vazios bem evidente foi causado pela transferência de um grupo de colegas para um outro prédio, deixando vários postos vagos. O silêncio, bem vindo nos primeiros dias, foi dando lugar a uma ausência de vozes, risos e discussões que começo a sentir falta.
Ficaram nas paredes a cola dos papeis usados para planejamento das atividades desse grupo que partiu, nos lembrando que estiveram ali e que, infelizmente, não tivemos tantas chances de nos aproximar, a não ser pela palestra sobre os tais papéis que colavam nas paredes...
Para piorar, como estamos atualmente com espaço sobrando onde antes havia uma super lotação, as pessoas que ficaram resolveram mudar de mesas tornando ainda maior a sensação de desorientação, de que as coisas e as pessoas estão fora dos seus lugares.
Na semana passada, já tínhamos experimentado a primeira semana sem a Taci, nossa amiga de blog e companheira de trabalho nos últimos 6(?) anos! Sua saída já havia deixado uma sensação de baixa, quando alguém que compatilha dos ideais de melhorias e mudanças de um grupo não está mais nessa luta. Certamente ela também está numa outra luta agora, com novos desafios e com sua esperança renovada, o que é muito bom para ela.
Nem faz tanto tempo assim que já tinha experimentado a tristeza da saída da Ana do nosso grupo, no final do ano passado. A Ana era ali, talvez a única a ter vivido experiências de trabalho parecidas com as minhas, no mercado, antes de vir para a universidade. Em parte por isso, temos um olhar muito parecido para os desafios da nossa área e da nossa profissão e que foi motivo de muitas conversas e algumas brigas (por que não?) que tenho saudades. Entramos no grupo praticamente juntas, numa época que éramos somente 5 ao todo. Hoje somos uns 40! No entanto, mais do que essa afinidade profissional, a Ana sempre foi minha irmã de alma e de astros (ela confirmou nos nossos mapas), o que no final das conta, explique porque costumávamos ser tão próximas na nossa convivência.
Na chegada do almoço de despedida da Taci, um outro vazio se anunciou! Clarissa me chama para contar que também sairia. Nem consegui respirar. Adoro a Clarissa, ela bem sabe disso, como pessoa e amiga que se tornou e como profissional super competente que dividiu comigo nos últimos 4 anos a experiência de tornar real um sistema que construímos do zero e que hoje é usado por muitos usuários e com um papel importante na corporação. Foram anos em que tivemos a liberdade de experimentar muitas idéias, ver a equipe crescer, vibrar com as etapas vencidas, driblar muitas dificuldades... Enfim, me orgulho muito de ter compartilhado esses anos com essa pessoa que, tenho certeza, terá um enorme sucesso em todas as escolhas que fizer profissionalmente.
Ainda mexida com a saída da Clarissa no final dessa semana, estive nos últimos dias envolvida em como resolver os impactos decorrentes de sua ausência no projeto. Como não teremos condições de absorver, no nosso próprio grupo, as atividades que a Clarissa desempenhava, a solução mais viável foi uma parceria com outro laboratório que já tem trabalhado conosco. Com a resposta positiva, hoje iniciamos uma transição dessas atividades para esse outro laboratório, levando com isso uma parte importante do prjeto. Ao mesmo tempo, vivo uma sensação de alívio, por ver que essa passagem viabiliza a continuidade do projeto, mas também de perda, em ver em outras mãos o que até agora tivemos a liberdade de definir e criar. Ainda terei que superar essa outra ausência.
Hoje tivemos o almoço de despedida do Lucindo, nosso auxiliar na recepção, que cuidava de todos e de tudo com seu astral e seu jeito sempre pronto a nos ajudar. Ele vai acompanhar o grupo que se mudou e será promovido na sua nova função. Sentiremos sua falta mas ficamos todos felizes em ver seu trabalho reconhecido e valorizado. Não fui ao almoço. Acho que, no fundo, usei a desculpa do atraso de uma reunião para fugir de me deparar com outra despedida.
Saí do trabalho hoje uns 10 minutos antes do normal. Enquanto dirigia, vinha pensando nesse vazio que restou, que começou pequeno e que foi crescendo. E como as pessoas realmente importantes fazem falta e deixam marcas por onde passam. Talvez esse vazio seja apenas uma ilusão, uma sensação de falta, de ausência, de saudades.
Cabe agora pensar em como esse vazio será preenchido. O quanto antes, para que eu não caia dentro dele. Sei que conseguirei. Pelo menos, já estou aqui, dando um primeiro passo, que é colocando minhas lágrimas nesse blog. E lembrando, junto com vocês, de todas as histórias que marcaram nosso encontro em um mesmo local de trabalho e nas nossas vidas. Acho que já estou me sentindo melhor. :-)
segunda-feira, 30 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Amigas
Desde pequena sempre tive mais afinidade com os meninos. Gostava de brincar de pega, de polícia e ladrão, de jogar pingue-pongue. Brincar de casinha e de bonecas não era tão divertido. Um pouco mais velha, achava a maioria das meninas fúteis. A maioria dos meus amigos eram garotos.
Mas hoje eu vejo que tenho grandes amigas. Há cinco anos trabalhamos juntas. Cinco cariocas, uma capixaba e uma pernambucana. A idade é bem variada. Apesar disso fazer pouca diferença. Somos bem diferentes umas das outras. Somos todas mulheres. Brigamos. Damos risadas. Trocamos confidências. Nem sempre entre todas. Falamos mal dos colegas. Mas falamos bem também. Falamos do trabalho. Da profissão. Dos maridos e namorados. Dos filhos. Das empregadas. De comida. De dieta. Choramos. Nos emocionamos. Nos abraçamos. Trocamos presentes, experiências, conselhos. Trocamos nossas vidas umas com as outras.
Aprendi como é bom ter amigas mulheres.
Sei que o tempo vai fazer cada uma buscar caminhos profissionais diferentes. Mas o que passamos juntas não vai mudar.
Esta postagem foi motivada por um texto que eu recebi por email. Assim que eu terminei de ler, lembrei das minhas amigas. Em como eu gosto de tê-las como amigas.
===================
Un profesor delante de su clase de Filosofía sin decir palabra tomó un frasco grande y vacío de mayonesa y procedió a llenarlo con pelotas de golf.
Luego le preguntó a sus estudiantes si el frasco estaba lleno. Los estudiantes estuvieron de acuerdo en decir que sí.
Así que el profesor tomó una caja llena de canicas y la vació dentro del frasco de mayonesa. Las canicas llenaron los espacios vacíos entre las pelotas de golf.
El profesor volvió a preguntar a los estudiantes si el frasco estaba lleno, ellos volvieron a decir que sí. Luego...el profesor tomó una caja con arena y la vació dentro del frasco.
Por supuesto, la arena llenó todos los espacios vacíos, así que el profesor
preguntó nuevamente si el frasco estaba lleno.
En esta ocasión los estudiantes respondieron con un 'sí' unánime.
El profesor enseguida agregó 2 tazas de café al contenido del frasco y efectivamente llenó todos los espacios vacíos entre la arena.
Los estudiantes reían en esta ocasión.
Cuando la risa se apagaba, el profesor dijo:
'QUIERO QUE SE DEN CUENTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA LA VIDA'.
Las pelotas de golf son las cosas importantes, como la familia, los hijos, la salud, los amigos, todo lo que te apasiona.
Son cosas, que aún si todo lo demás lo perdiéramos y solo éstas quedaran, nuestras vidas aún estarían llenas.
Las canicas son las otras cosas que importan, como el trabajo, la casa, el auto, etc.
La arena es todo lo demás, las pequeñas cosas.
'Si ponemos la arena en el frasco primero, no habría espacio para las canicas ni para las pelotas de golf.
'Lo mismo ocurre con la vida'.
Si gastamos todo nuestro tiempo y energía en las cosas pequeñas, nunca tendremos lugar para las cosas realmente importantes.
Presta atención a las cosas que son cruciales para tu felicidad.
Juega con tus hijos, tómate tiempo para asistir al doctor, ve con tu pareja a cenar, practica tu deporte o afición favorita.
Siempre habrá tiempo para limpiar la casa y reparar la llave del agua.
Ocúpate de las pelotas de golf primero, de las cosas que realmente importan.
Establece tus prioridades, el resto es sólo arena..
Uno de los estudiantes levantó la mano y pregunto que representaba el café.
El profesor sonrió y dijo:
'Qué bueno que lo preguntas...'
Sólo es para demostrarles, que no importa cuan ocupada tu vida pueda parecer, siempre hay lugar para un par de tazas de café con un amigo.
=====================
Mas hoje eu vejo que tenho grandes amigas. Há cinco anos trabalhamos juntas. Cinco cariocas, uma capixaba e uma pernambucana. A idade é bem variada. Apesar disso fazer pouca diferença. Somos bem diferentes umas das outras. Somos todas mulheres. Brigamos. Damos risadas. Trocamos confidências. Nem sempre entre todas. Falamos mal dos colegas. Mas falamos bem também. Falamos do trabalho. Da profissão. Dos maridos e namorados. Dos filhos. Das empregadas. De comida. De dieta. Choramos. Nos emocionamos. Nos abraçamos. Trocamos presentes, experiências, conselhos. Trocamos nossas vidas umas com as outras.
Aprendi como é bom ter amigas mulheres.
Sei que o tempo vai fazer cada uma buscar caminhos profissionais diferentes. Mas o que passamos juntas não vai mudar.
Esta postagem foi motivada por um texto que eu recebi por email. Assim que eu terminei de ler, lembrei das minhas amigas. Em como eu gosto de tê-las como amigas.
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Un profesor delante de su clase de Filosofía sin decir palabra tomó un frasco grande y vacío de mayonesa y procedió a llenarlo con pelotas de golf.
Luego le preguntó a sus estudiantes si el frasco estaba lleno. Los estudiantes estuvieron de acuerdo en decir que sí.
Así que el profesor tomó una caja llena de canicas y la vació dentro del frasco de mayonesa. Las canicas llenaron los espacios vacíos entre las pelotas de golf.
El profesor volvió a preguntar a los estudiantes si el frasco estaba lleno, ellos volvieron a decir que sí. Luego...el profesor tomó una caja con arena y la vació dentro del frasco.
Por supuesto, la arena llenó todos los espacios vacíos, así que el profesor
preguntó nuevamente si el frasco estaba lleno.
En esta ocasión los estudiantes respondieron con un 'sí' unánime.
El profesor enseguida agregó 2 tazas de café al contenido del frasco y efectivamente llenó todos los espacios vacíos entre la arena.
Los estudiantes reían en esta ocasión.
Cuando la risa se apagaba, el profesor dijo:
'QUIERO QUE SE DEN CUENTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA LA VIDA'.
Las pelotas de golf son las cosas importantes, como la familia, los hijos, la salud, los amigos, todo lo que te apasiona.
Son cosas, que aún si todo lo demás lo perdiéramos y solo éstas quedaran, nuestras vidas aún estarían llenas.
Las canicas son las otras cosas que importan, como el trabajo, la casa, el auto, etc.
La arena es todo lo demás, las pequeñas cosas.
'Si ponemos la arena en el frasco primero, no habría espacio para las canicas ni para las pelotas de golf.
'Lo mismo ocurre con la vida'.
Si gastamos todo nuestro tiempo y energía en las cosas pequeñas, nunca tendremos lugar para las cosas realmente importantes.
Presta atención a las cosas que son cruciales para tu felicidad.
Juega con tus hijos, tómate tiempo para asistir al doctor, ve con tu pareja a cenar, practica tu deporte o afición favorita.
Siempre habrá tiempo para limpiar la casa y reparar la llave del agua.
Ocúpate de las pelotas de golf primero, de las cosas que realmente importan.
Establece tus prioridades, el resto es sólo arena..
Uno de los estudiantes levantó la mano y pregunto que representaba el café.
El profesor sonrió y dijo:
'Qué bueno que lo preguntas...'
Sólo es para demostrarles, que no importa cuan ocupada tu vida pueda parecer, siempre hay lugar para un par de tazas de café con un amigo.
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sábado, 31 de maio de 2008
Problema com as palavras
Ou seria melhor "falta de educação"?
Tudo bem que vivemos em uma época em que a comunicação nas relações de trabalho usa cada vez mais de meios eletrônicos. Ou não estaria eu hoje, aqui, escrevendo nesse blog ;-). Mas, o que me espanta é que ferramentas como email e msn estão sendo usadas para criar um novo código de ética em que, objetividade virou desculpa para falta de gentileza, “ok” virou sinônimo de obrigado e cordialidade virou sinônimo de fraqueza. Isso sem falar nos textos abreviados e incompreensíveis das mensagens de messenger. E os emails com cópia (cc) se transformam em uma defesa para legitimar palavras que não seriam ditas olho no olho, sem público e sem uma tela de computador para acobertá-las.
Confesso que, às vezes, me sinto totalmente démodé, carente de um simples obrigado, desculpas e por favor. Muitas vezes me pego respondendo pacientemente e gentilmente alguns desses emails com a esperança de que certas expressões produzam um efeito positivo no meu interlocutor. Ou, no bom humor, tento entender que quem está do outro lado está apenas entediado ou irritado talvez com o seu trabalho ou com o mundo.
Bem, ontem no final do dia, tive uma crise de desabafo e me queixei com uma amiga que, justificando um desses emails que nos foi enviado, disse que algumas pessoas tem "problemas com as palavras". É, pode ser... De uma forma ou de outra, ao chegar em casa ontem, fui conversar com meu filho na esperança dele entender que as palavras certas nos fazem conseguir coisas que podem parecer impossíveis. E, acima de tudo, as palavras bem usadas tornam a nossa vida muito melhor. :-)
Tudo bem que vivemos em uma época em que a comunicação nas relações de trabalho usa cada vez mais de meios eletrônicos. Ou não estaria eu hoje, aqui, escrevendo nesse blog ;-). Mas, o que me espanta é que ferramentas como email e msn estão sendo usadas para criar um novo código de ética em que, objetividade virou desculpa para falta de gentileza, “ok” virou sinônimo de obrigado e cordialidade virou sinônimo de fraqueza. Isso sem falar nos textos abreviados e incompreensíveis das mensagens de messenger. E os emails com cópia (cc) se transformam em uma defesa para legitimar palavras que não seriam ditas olho no olho, sem público e sem uma tela de computador para acobertá-las.
Confesso que, às vezes, me sinto totalmente démodé, carente de um simples obrigado, desculpas e por favor. Muitas vezes me pego respondendo pacientemente e gentilmente alguns desses emails com a esperança de que certas expressões produzam um efeito positivo no meu interlocutor. Ou, no bom humor, tento entender que quem está do outro lado está apenas entediado ou irritado talvez com o seu trabalho ou com o mundo.
Bem, ontem no final do dia, tive uma crise de desabafo e me queixei com uma amiga que, justificando um desses emails que nos foi enviado, disse que algumas pessoas tem "problemas com as palavras". É, pode ser... De uma forma ou de outra, ao chegar em casa ontem, fui conversar com meu filho na esperança dele entender que as palavras certas nos fazem conseguir coisas que podem parecer impossíveis. E, acima de tudo, as palavras bem usadas tornam a nossa vida muito melhor. :-)
domingo, 18 de maio de 2008
Marido nerd, sem computador
Desde que eu e André começamos a namorar, soube que se tratava de um nerd. Apesar de ser uma pessoa super especial, ele adora jogar no seu computador e não suporta ficar um dia sem atualizar seu Linux. Sem contar que ele chega até a compilar o kernel. (Ele fez questão de dizer que não tem mais precisado disto... Aí eu pergunto, alguém um dia já precisou?). Com tanta sede de atualizações, não é difícil que eu escute: "Putz, meu cd parou de funcionar". Acho que ele até gosta quando isto acontece porque pode futucar até descobrir como ajeitar.
Não deve ser difícil imaginar o meu enorme esforço para dividir a sua atenção e separá-lo do seu caso de amor número 1. Marco com os amigos, chamo para almoçar, combino um cinema e por aí vai. Ele até costuma topar outros programas numa boa. Nada sem antes olhar pelo menos as notícias em uns três jornais da web, ler outros cinco sites sobre novidades nerds e mais um tanto de outras coisas. Apesar de um ter um Mac e ele um Linux, adivinha quem me mantém informada das novidades e atualizações do meu Mac?
Não faz muito tempo que ele resolveu trocar seu computador por um ainda melhor. Coitadinha de mim, foram noites e finais de semanas de configurações e configurações. O pior, agora ele pode jogar muito mais do que antes porque a sua nova placa de vídeo e o seu processador são n vezes mais potentes. Socooooorrrro!
Eis que chega o dia da minha vingança. O seu novo e super computador quebra! Pior ainda, estava na garantia e ele não poderia abrir para futucar, teve que acionar a garantia. Naquele momento lembrei de um texto que os meus pais escreveram para mim na minha formatura, onde eles desejavam que o meu computador quebrasse várias vezes. Desejavam que quando isto acontecesse, eu olhasse para o lado e lembrasse deles, dos meus amigos, do resto do mundo e buscasse outras coisas longe daquela tela fria. Desde então, sempre que falta energia, ou que ficamos sem internet, tento por em prática o que meus pais disseram. Talvez eu esteja sendo um pouco injusta neste texto porque também sou bem chegada ao meu Mac (nada que chegue aos pés da relação entre André o seu todo poderoso).
No primeiro final de semana, até foi fácil colocar em prática os desejos dos meus pais. No segundo, nem tanto, começamos a disputar o meu Mac. No terceiro, eu tinha trabalho acumulado e precisava usá-lo de qualquer forma. André ficou desorientado, em crise de abstinência. Tentou a tv, livros, revistas... Tadinho... Depois de quase um mês, seu monstrengo voltou. Nunca pensei que eu fosse ficar tão feliz.
Mais um detalhe: hoje ele está radiante porque vai reinstalar o Windows e Linux. Não porque precisa, mas porque achou uma configuração melhor.
Não deve ser difícil imaginar o meu enorme esforço para dividir a sua atenção e separá-lo do seu caso de amor número 1. Marco com os amigos, chamo para almoçar, combino um cinema e por aí vai. Ele até costuma topar outros programas numa boa. Nada sem antes olhar pelo menos as notícias em uns três jornais da web, ler outros cinco sites sobre novidades nerds e mais um tanto de outras coisas. Apesar de um ter um Mac e ele um Linux, adivinha quem me mantém informada das novidades e atualizações do meu Mac?
Não faz muito tempo que ele resolveu trocar seu computador por um ainda melhor. Coitadinha de mim, foram noites e finais de semanas de configurações e configurações. O pior, agora ele pode jogar muito mais do que antes porque a sua nova placa de vídeo e o seu processador são n vezes mais potentes. Socooooorrrro!
Eis que chega o dia da minha vingança. O seu novo e super computador quebra! Pior ainda, estava na garantia e ele não poderia abrir para futucar, teve que acionar a garantia. Naquele momento lembrei de um texto que os meus pais escreveram para mim na minha formatura, onde eles desejavam que o meu computador quebrasse várias vezes. Desejavam que quando isto acontecesse, eu olhasse para o lado e lembrasse deles, dos meus amigos, do resto do mundo e buscasse outras coisas longe daquela tela fria. Desde então, sempre que falta energia, ou que ficamos sem internet, tento por em prática o que meus pais disseram. Talvez eu esteja sendo um pouco injusta neste texto porque também sou bem chegada ao meu Mac (nada que chegue aos pés da relação entre André o seu todo poderoso).
No primeiro final de semana, até foi fácil colocar em prática os desejos dos meus pais. No segundo, nem tanto, começamos a disputar o meu Mac. No terceiro, eu tinha trabalho acumulado e precisava usá-lo de qualquer forma. André ficou desorientado, em crise de abstinência. Tentou a tv, livros, revistas... Tadinho... Depois de quase um mês, seu monstrengo voltou. Nunca pensei que eu fosse ficar tão feliz.
Mais um detalhe: hoje ele está radiante porque vai reinstalar o Windows e Linux. Não porque precisa, mas porque achou uma configuração melhor.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Almoço no Divã
Desde que esse papo de blog ficou "sério", a gente vem falando em compartilhar um pouco dos inúmeros assuntos abordados nos nossos almoços.
Nós trocamos informações sobre tantas coisas, que para mim é sempre um momento especial do meu dia! Considero os nossos almoços quase uma "terapia" entre amigos! :-)
Juntas, conseguimos nos distrair um pouco dos problemas do trabalho, e muitas vezes dos pessoais também. Falamos de filhos, casa, situações que ocorrem no trabalho, dietas, notícias e até mesmo futebol (somos mulheres bem ecléticas). Em geral, damos boas risadas!
Sim, também nos metemos "um pouquinho" na vida do outro, mas sempre para o bem!! :-) Damos opiniões, comentamos atitudes, em qualquer assunto! rssssss Também lembramos com "sutileza" que alguém está de dieta ou deveria estar, disputamos o brownie da Cris ou o suspiro da Clarissa que vem no cafezinho, damos "pitaco" no "colorido" do prato dos meninos. :-)
Ah, já rolou até chororô em almoços, afinal não podia ser diferente com tantas mulheres juntas! :-) TPM? Ciúme?! Ah, isso é melhor nem falar... que besteira, mulher nem sente ciúme da outra! ;-)
Bom, hoje tivemos mais um almoço especial, particularmente pela comemoração do aniversário da nossa amiga Julia! *** Parabéns, Julia, você merece tudo de bom! ***
Fomos ao Japa, que é o restaurante preferido de quase todas nós (amigas blogueiras). Saindo de lá, eu vim conversando com a Let e com a Clarissa sobre cafés da manhã em hotéis (humm!! a Clarissa vai para Buzios), jantar dos nossos companheiros (confesso que fiz algumas revelações! rsssss), e também falamos sobre o fato da Leticia e eu ainda não termos escrito no blog. Percebemos que tínhamos as mesmas questões, como não saber bem "o quê" escrever, nem "quando" ou "como".
Bom, e se não fosse por esse papo de hoje, provavelmente eu não estaria aqui fazendo essa postagem! Valeu, meninas! Let, agora estamos esperando seu post!
Aproveitem para deixarem aqui seus comentários sobre alguns momentos ímpares de nossos almoços! Mas lembrem-se, nem sempre precisamos dar nomes... ;-)
Nós trocamos informações sobre tantas coisas, que para mim é sempre um momento especial do meu dia! Considero os nossos almoços quase uma "terapia" entre amigos! :-)
Juntas, conseguimos nos distrair um pouco dos problemas do trabalho, e muitas vezes dos pessoais também. Falamos de filhos, casa, situações que ocorrem no trabalho, dietas, notícias e até mesmo futebol (somos mulheres bem ecléticas). Em geral, damos boas risadas!
Sim, também nos metemos "um pouquinho" na vida do outro, mas sempre para o bem!! :-) Damos opiniões, comentamos atitudes, em qualquer assunto! rssssss Também lembramos com "sutileza" que alguém está de dieta ou deveria estar, disputamos o brownie da Cris ou o suspiro da Clarissa que vem no cafezinho, damos "pitaco" no "colorido" do prato dos meninos. :-)
Ah, já rolou até chororô em almoços, afinal não podia ser diferente com tantas mulheres juntas! :-) TPM? Ciúme?! Ah, isso é melhor nem falar... que besteira, mulher nem sente ciúme da outra! ;-)
Bom, hoje tivemos mais um almoço especial, particularmente pela comemoração do aniversário da nossa amiga Julia! *** Parabéns, Julia, você merece tudo de bom! ***
Fomos ao Japa, que é o restaurante preferido de quase todas nós (amigas blogueiras). Saindo de lá, eu vim conversando com a Let e com a Clarissa sobre cafés da manhã em hotéis (humm!! a Clarissa vai para Buzios), jantar dos nossos companheiros (confesso que fiz algumas revelações! rsssss), e também falamos sobre o fato da Leticia e eu ainda não termos escrito no blog. Percebemos que tínhamos as mesmas questões, como não saber bem "o quê" escrever, nem "quando" ou "como".
Bom, e se não fosse por esse papo de hoje, provavelmente eu não estaria aqui fazendo essa postagem! Valeu, meninas! Let, agora estamos esperando seu post!
Aproveitem para deixarem aqui seus comentários sobre alguns momentos ímpares de nossos almoços! Mas lembrem-se, nem sempre precisamos dar nomes... ;-)
domingo, 11 de maio de 2008
Mãe
Chove hoje no Rio de Janeiro. Faz frio também. Bom para o aconchego. Bom para passar o dia juntos, em família, mimando muito as mães.
Lá em casa, passamos o dia juntos. Minha mãe, Ionir, diz que é o DIA das mães, e não o almoço das mães. Em alguns momentos, isso já foi um grande desafio, mas que acabávamos sempre curtindo. Relembramos velhas histórias e nos divertimos muito! Pode até ser um dia comercial, mas soubemos transformá-lo num dia gostoso e divertido.
Um feliz dia das mães para todas vocês!!!
Beijo carinhoso,
Clarissa.
*****
Para Sempre
(Carlos Drummond de Andrade)
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Lá em casa, passamos o dia juntos. Minha mãe, Ionir, diz que é o DIA das mães, e não o almoço das mães. Em alguns momentos, isso já foi um grande desafio, mas que acabávamos sempre curtindo. Relembramos velhas histórias e nos divertimos muito! Pode até ser um dia comercial, mas soubemos transformá-lo num dia gostoso e divertido.
Um feliz dia das mães para todas vocês!!!
Beijo carinhoso,
Clarissa.
*****
Para Sempre
(Carlos Drummond de Andrade)
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Pegadinha de Concorrência
Um pouco antes do nosso primeiro encontro,
e já quase na hora de receber em casa minhas
companheiras de blog, recebo uma mensagem de msn
da Andrea, que estava junto da Cris:
30/4/2008 15:41:48 Andréa Julia Julia, você tá ocupada?
30/4/2008 15:41:55 Andréa Julia eu e Cris precisamos muito da sua ajuda... ;-)
30/4/2008 15:42:06 Julia Andréa Diga! :)
30/4/2008 15:42:32 Andréa Julia estamos com um erro de concorrencia, mas está tão absurdo que a gente acha que está fazendo algo errado
30/4/2008 15:42:43 Andréa Julia vou te mandar o programinha para voce rodar aí
30/4/2008 15:42:45 Andréa Julia pode ser?
30/4/2008 15:43:33 Julia Andréa Posso tentar ajudar sim, mas se vce e a Cris nao conseguiram, acho dificil eu conseguir... ;)
30/4/2008 15:43:36 Julia Andréa me manda
É claro que aceitei o desafio :-)
Problemas de concorrência são sempre divertidos
mas, esse em particular, faço questão de compartilhar
no blog. Não pela dificuldade em si, mas pela
sua característica de "não ser o que parece ser" ,
aliás tão comum na programação e na vida...
Logo depois, elas próprias identificaram o erro
mas eu confesso que, se as duas não fossem minhas amigas,
eu diria que elas estavam querendo me derrubar ;-)
É claro que já dei a entender que o código tem uma
"pegadinha", mas assim mesmo vou deixar vocês
descobrirem qual é ela e colocarem seus comentários
a respeito.
Segue o código "bichado", como a Cris o chamou.
O código está escrito em Java.
e já quase na hora de receber em casa minhas
companheiras de blog, recebo uma mensagem de msn
da Andrea, que estava junto da Cris:
30/4/2008 15:41:48 Andréa Julia Julia, você tá ocupada?
30/4/2008 15:41:55 Andréa Julia eu e Cris precisamos muito da sua ajuda... ;-)
30/4/2008 15:42:06 Julia Andréa Diga! :)
30/4/2008 15:42:32 Andréa Julia estamos com um erro de concorrencia, mas está tão absurdo que a gente acha que está fazendo algo errado
30/4/2008 15:42:43 Andréa Julia vou te mandar o programinha para voce rodar aí
30/4/2008 15:42:45 Andréa Julia pode ser?
30/4/2008 15:43:33 Julia Andréa Posso tentar ajudar sim, mas se vce e a Cris nao conseguiram, acho dificil eu conseguir... ;)
30/4/2008 15:43:36 Julia Andréa me manda
É claro que aceitei o desafio :-)
Problemas de concorrência são sempre divertidos
mas, esse em particular, faço questão de compartilhar
no blog. Não pela dificuldade em si, mas pela
sua característica de "não ser o que parece ser" ,
aliás tão comum na programação e na vida...
Logo depois, elas próprias identificaram o erro
mas eu confesso que, se as duas não fossem minhas amigas,
eu diria que elas estavam querendo me derrubar ;-)
É claro que já dei a entender que o código tem uma
"pegadinha", mas assim mesmo vou deixar vocês
descobrirem qual é ela e colocarem seus comentários
a respeito.
Segue o código "bichado", como a Cris o chamou.
O código está escrito em Java.
import java.util.*;
class Handler {
private Vectorlista = new Vector ();
public synchronized void altera() {
System.out.println("Entrou ALTERA");
for (String str : lista) {
lista.remove("123");
}
try {
Thread.sleep(1000);
}
catch(InterruptedException e) {
e.printStackTrace();
}
System.out.println("Saiu ALTERA");
}
public synchronized void add(String a) {
System.out.println("Entrou ADD");
try {
lista.add(a);
Thread.sleep(1000);
}
catch(InterruptedException e) {
e.printStackTrace();
}
System.out.println("Saiu ADD");
}
public synchronized void remove(String a) {
System.out.println("Entrou REMOVE");
try {
lista.remove(a);
Thread.sleep(1000);
}
catch(InterruptedException e) {
e.printStackTrace();
}
System.out.println("Saiu REMOVE");
}
public static void main(String[] args) {
final Handler h = new Handler();
Thread t1 = new Thread() {
public void run() {
h.add("123");
h.remove("456");
h.altera();
}
};
Thread t2 = new Thread() {
public void run() {
h.add("456");
h.remove("123");
h.altera();
}
};
t1.start();
t2.start();
}
}
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Mulheres em cargos executivos e de gerência
A Taci nos mostrou uma reportagem que saiu no Globo Online sobre o aumento da participação feminina em cargos executivos e de gerência, nos últimos 6 anos.
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2008/05/05/participacao_das_mulheres_em_cargos_executivos_de_gerencia_tem_leve_crescimento-427221812.asp
Trata-se do resultado da pesquisa feita pelo Ibope Inteligência em parceria com o Instituto Ethos, com o apoio da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
Segundo a reportagem, o crescimento foi leve, mas os pesquisadores parecem acreditar no reconhecimento do valor que os talentos femininos trazem para uma empresa:
"Os resultados comprovam o que já sabíamos empiricamente. A importância das mulheres no mercado de trabalho é incontestável, e percebemos que as empresas mais competitivas estão investindo em políticas de ação afirmativa para incentivar a diversidade em seu quadro de funcionários."
Se alguém conhecer a referência direta a alguma pesquisa sobre o assunto, é só postar num comentário. Será ótimo ler trabalhos mais profundos e aprender um pouco mais sobre os "talentos femininos" aos quais a reportagem se refere, por exemplo. Um dos temas sobre os quais discutimos no nosso primeiro encontro foi justamente a contribuição das mulheres para o desenvolvimento de sistemas. Será que existem contribuições tipicamente femininas? Quais? Por que são femininas? Não somos feministas, mas entendemos que há características diferentes entre homens e mulheres (nem boas, nem ruins, apenas diferentes), que acabam se refletindo nos seus trabalhos.
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2008/05/05/participacao_das_mulheres_em_cargos_executivos_de_gerencia_tem_leve_crescimento-427221812.asp
Trata-se do resultado da pesquisa feita pelo Ibope Inteligência em parceria com o Instituto Ethos, com o apoio da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
Segundo a reportagem, o crescimento foi leve, mas os pesquisadores parecem acreditar no reconhecimento do valor que os talentos femininos trazem para uma empresa:
"Os resultados comprovam o que já sabíamos empiricamente. A importância das mulheres no mercado de trabalho é incontestável, e percebemos que as empresas mais competitivas estão investindo em políticas de ação afirmativa para incentivar a diversidade em seu quadro de funcionários."
Se alguém conhecer a referência direta a alguma pesquisa sobre o assunto, é só postar num comentário. Será ótimo ler trabalhos mais profundos e aprender um pouco mais sobre os "talentos femininos" aos quais a reportagem se refere, por exemplo. Um dos temas sobre os quais discutimos no nosso primeiro encontro foi justamente a contribuição das mulheres para o desenvolvimento de sistemas. Será que existem contribuições tipicamente femininas? Quais? Por que são femininas? Não somos feministas, mas entendemos que há características diferentes entre homens e mulheres (nem boas, nem ruins, apenas diferentes), que acabam se refletindo nos seus trabalhos.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Mudanças de papel
É incrível e admirável nossa capacidade de alternar nossos diversos papéis, inúmeras vezes, no decorrer do dia, não acham? E, em geral, fazemos isso com muita classe e elegância. "Em geral", eu sei, pois há dias nos quais perdemos (um pouco) a linha.
De manhã, enquanto começamos o dia perto da família, preparando o café, o lanche das crianças, arrumando todos para sair na hora, pensamos também no que vestir para o trabalho, o que depende dos nossos compromissos profissionais do dia (e lá vai a cabeça para outro lugar!). Aliás, tem dias que a experiência matutina é tão agitada que nem pensamos na roupa e colocamos a primeira coisa que aparece na frente (!!!). Só nos damos conta quando chegamos no trabalho e nos olhamos no espelho... "Hum... acho que exagerei hoje."
Já no trabalho, bem concentradas no que estamos fazendo ou no meio de uma reunião, recebemos telefonemas de casa. Às vezes é a empregada querendo saber o que preparar para o jantar (a Julia adora essa ;-)). Outras, o(s) filho(s) ou filha(s) perguntando se podem ir para a casa de um amiguinho, dizendo que o irmão está irritante, etc. Também acontece de o marido ligar do supermercado, perguntando o que precisa comprar (!!!). E lá vamos nós, trocar o papel de profissional pelo de dona-de-casa e, assim que desligamos o telefone, desfazemos a troca.
Para não ser injusta, não posso deixar de falar nos deliciosos torpedos que recebemos inesperadamente, com declarações de amor, algumas até desconcertantes. ;-) Surpresas muito gostosas, que nos enchem de energia, mas que também nos fazem alternar entre a profissional e a esposa, companheira e amante.
Esses são só alguns exemplos. Pensei nesse tema hoje, pois minhas trocas foram intensas, e acho que consegui administrá-las bem. :-) Que tal vocês compartilharem outras situações nos comentários? ;-)
Sabe, tem sido bem interessante essa experiência de escrever um blog. Eu já costumava refletir sobre minhas atitudes durante o dia, observar minhas reações, tentar compreendê-las, mas agora tem sido diferente, pois penso sobre os acontecimentos com um outro olhar. É sempre bom aprendermos um pouco mais sobre nós mesmos. Que tal experimentarem?
De manhã, enquanto começamos o dia perto da família, preparando o café, o lanche das crianças, arrumando todos para sair na hora, pensamos também no que vestir para o trabalho, o que depende dos nossos compromissos profissionais do dia (e lá vai a cabeça para outro lugar!). Aliás, tem dias que a experiência matutina é tão agitada que nem pensamos na roupa e colocamos a primeira coisa que aparece na frente (!!!). Só nos damos conta quando chegamos no trabalho e nos olhamos no espelho... "Hum... acho que exagerei hoje."
Já no trabalho, bem concentradas no que estamos fazendo ou no meio de uma reunião, recebemos telefonemas de casa. Às vezes é a empregada querendo saber o que preparar para o jantar (a Julia adora essa ;-)). Outras, o(s) filho(s) ou filha(s) perguntando se podem ir para a casa de um amiguinho, dizendo que o irmão está irritante, etc. Também acontece de o marido ligar do supermercado, perguntando o que precisa comprar (!!!). E lá vamos nós, trocar o papel de profissional pelo de dona-de-casa e, assim que desligamos o telefone, desfazemos a troca.
Para não ser injusta, não posso deixar de falar nos deliciosos torpedos que recebemos inesperadamente, com declarações de amor, algumas até desconcertantes. ;-) Surpresas muito gostosas, que nos enchem de energia, mas que também nos fazem alternar entre a profissional e a esposa, companheira e amante.
Esses são só alguns exemplos. Pensei nesse tema hoje, pois minhas trocas foram intensas, e acho que consegui administrá-las bem. :-) Que tal vocês compartilharem outras situações nos comentários? ;-)
Sabe, tem sido bem interessante essa experiência de escrever um blog. Eu já costumava refletir sobre minhas atitudes durante o dia, observar minhas reações, tentar compreendê-las, mas agora tem sido diferente, pois penso sobre os acontecimentos com um outro olhar. É sempre bom aprendermos um pouco mais sobre nós mesmos. Que tal experimentarem?
sábado, 3 de maio de 2008
Discutindo a Relação
Esse primeiro encontro já deu um tom do nosso blog.
Muitas idéias, mãos nos teclado, imprevistos,
comes e bebes e até futebol! :-)
E, para não fugir do clichê de que mulheres gostam de
discutir as relações, esse foi um dos assuntos da noite.
Aliás, um dos mais divertidos!
E não pensem que as relações sobre as quais discutimos foram
as conjugais. Essas, ficam reservadas para os nossos maridos ;-)
As relações das quais falamos foram aquelas que uniram
nós mulheres, presentes ali, em uma mesma profissão,
em um mesmo local de trabalho e, agora, ali naquela noite
de inauguração de um blog.
O que temos em comum? O que não temos em comum?
Por que partiu de nós essa iniciativa?
Quem não participou? Por que?
Enfim, muitas perguntas e, como qualquer boa discussão
de relações, poucas respostas conclusivas.
Mas, todas concordaram que: (1) gostamos de estar
juntas, mesmo já convivendo boa parte do nosso dia
em um local um tanto claustrofóbico;
(2) trocamos entre nós experiências, problemas,
conselhos, reclamações, bobagens, alegrias e tristezas
e (3) temos um futuro promissor, como amigas e como
blogueiras. ;-)
Muitas idéias, mãos nos teclado, imprevistos,
comes e bebes e até futebol! :-)
E, para não fugir do clichê de que mulheres gostam de
discutir as relações, esse foi um dos assuntos da noite.
Aliás, um dos mais divertidos!
E não pensem que as relações sobre as quais discutimos foram
as conjugais. Essas, ficam reservadas para os nossos maridos ;-)
As relações das quais falamos foram aquelas que uniram
nós mulheres, presentes ali, em uma mesma profissão,
em um mesmo local de trabalho e, agora, ali naquela noite
de inauguração de um blog.
O que temos em comum? O que não temos em comum?
Por que partiu de nós essa iniciativa?
Quem não participou? Por que?
Enfim, muitas perguntas e, como qualquer boa discussão
de relações, poucas respostas conclusivas.
Mas, todas concordaram que: (1) gostamos de estar
juntas, mesmo já convivendo boa parte do nosso dia
em um local um tanto claustrofóbico;
(2) trocamos entre nós experiências, problemas,
conselhos, reclamações, bobagens, alegrias e tristezas
e (3) temos um futuro promissor, como amigas e como
blogueiras. ;-)
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O Primeiro Encontro

Chegou o dia marcado. Depois dos e-mails sobre contos de fada, chegou a hora de pensarmos como será o nosso blog, sobre o que vamos escrever. Saímos do trabalho em dois comboios para a casa da Julia: eu, Clarissa e Letícia na frente, Andréa e Cris logo em seguida. A Julia já estava em casa, pois havia trabalhado de lá. A Ana foi a única que não pôde comparecer.
Alguns petiscos e um vinho gostoso. A Cris mal chegou e descobriu que teria que pegar seus lindos gêmeos (Ruth e Luca) na creche. Com a sua tranquilidade, correu lá e os trouxe. Vinícius, o filho da Julia, de 8 anos, cuidou deles super bem enquanto a sua mãe a as amigas pensavam no que iriam escrever neste espaço.
Divagamos sobre algumas idéias, várias vezes falamos que o ambiente de trabalho da informática é muito masculino, muito sério. Talvez por isto, estejamos unidas para escrever sobre um escopo variado de situações que acontecem no nosso dia a dia. Situações com colegas, com clientes, com chefe (pois é, todas nós temos o mesmo chefe), mas também com os maridos, com os filhos. Porém, dificilmente escreveremos algum artigo técnico aqui. Juntas descobriremos o que queremos escrever e publicar.
No meio desta divagação, Letícia pediu para assistir o jogo do Flamengo. Julia correu para assar a quiche. Clarissa cuidadosamente anotava todas as idéias e comentários que surgiam. O que seria de nós sem a sua organização? Enquanto isto, eu pesquisava como registrar o domínio e Déia tinha notícias dos seus sobrinhos trigêmeos. Tudo muito organizado. :-) Quase esqueço de comentar que um dos maridos já havia chegado, mas teve que esperar em outro cômodo da casa com as crianças e sem jogo de futebol.
No final da noite*, tínhamos várias anotações, meia dúzia de fotos de um notebook com um batom por cima e uma motivação gigantesca. Estou ansiosa para ver como isto vai ficar!
Bem, é uma experiência, e como toda experiência, pode ser que dê certo.
* Final de noite de um bando de mulheres de informática, que precisavam voltar para os seus maridos e filhos carentes de nós. Portanto, nada muito tarde.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Como Tudo Começou
Foi assim:
-- Branca de Neve: Seja flexível e mantenha o bom humor na hora de lidar com chefes invejosos, manipuladores ou injustos. Demonstre lealdade e apoio aos colegas e nunca faça fofocas.
-- João e Maria: Fique atenta para reconhecer os sinais que mostram que seu emprego pode estar em perigo. Invista nos exercícios físicos, principalmente se estiver desempregada. Afie suas habilidades e procure um emprego que tenha a ver com seu plano de carreira.
Respondi o e-mail da Cris, perguntando se elas conseguiam imaginar o quanto nos divertiríamos se nos juntássemos para escrever um livro de auto-ajuda profissional! E não é que elas me levaram a sério?!?! Não só elas, mas nossos maridos também! Temos anos e anos de trabalho (fomos garotas precoces, pois somos jovens ainda ;-)), muitas experiências vividas e outras muitas para viver, e será um prazer compartilhá-las com vocês, neste blog. :-)
Ah! Todas nós agradecemos, de coração, a sugestão do nome "Bits e Batom", do Costa, nosso querido colega de trabalho, marido da Taci. (Essa tem muito a nos ensinar, né? ;-))
Sejam todos muito bem-vindos!
Beijo!
Clarissa.
Obs: O nome da Julia como autora da mensagem foi um problema de interação usuário-sistema (por acaso, minha área de pesquisa :-)).
oi meninas,Cris nos mandou um e-mail, divulgando uma reportagem do Globo Online sobre como as lições de contos de fadas podem melhorar nossa vida profissional. Conhecemos, admiramos e respeitamos o poder dos contos de fadas de ajudar as crianças a lidar com os conflitos internos que enfrentam no processo de crescimento, mas essa reportagem estava longe de apresentar uma pesquisa séria sobre o assunto. Avaliem vocês mesmos o trecho da reportagem abaixo (a imagem não é da reportagem):
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2008/04/14/livro_mostra_como_as_licoes_de_contos_de_fadas_podem_melhorar_sua_vida_profissional-426833071.asp
Eu não consegui levar a sério, mas dei umas boa risadas! :-D
:*
Cris
-- Chapeuzinho Vermelho: Estabeleça suas prioridades e se mantenha no seu camin ho, mesmo que para isso tenha que experimentar diferentes estratégias e mantenha o olho aberto para colegas de caráter duvidoso.
-- Branca de Neve: Seja flexível e mantenha o bom humor na hora de lidar com chefes invejosos, manipuladores ou injustos. Demonstre lealdade e apoio aos colegas e nunca faça fofocas.
-- João e Maria: Fique atenta para reconhecer os sinais que mostram que seu emprego pode estar em perigo. Invista nos exercícios físicos, principalmente se estiver desempregada. Afie suas habilidades e procure um emprego que tenha a ver com seu plano de carreira.
Respondi o e-mail da Cris, perguntando se elas conseguiam imaginar o quanto nos divertiríamos se nos juntássemos para escrever um livro de auto-ajuda profissional! E não é que elas me levaram a sério?!?! Não só elas, mas nossos maridos também! Temos anos e anos de trabalho (fomos garotas precoces, pois somos jovens ainda ;-)), muitas experiências vividas e outras muitas para viver, e será um prazer compartilhá-las com vocês, neste blog. :-)
Ah! Todas nós agradecemos, de coração, a sugestão do nome "Bits e Batom", do Costa, nosso querido colega de trabalho, marido da Taci. (Essa tem muito a nos ensinar, né? ;-))
Sejam todos muito bem-vindos!
Beijo!
Clarissa.
Obs: O nome da Julia como autora da mensagem foi um problema de interação usuário-sistema (por acaso, minha área de pesquisa :-)).
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